Eu nem conhecia muito bem a menina, só tinha encontrado algumas poucas vezes na rua, quase sempre com outros amigos ao redor.
O que falar dela? Parecia uma pessoa normal, daquelas que ouvem música enquanto tomam banho.
Mas não.
Logo no primeiro diálogo, me disse com uma naturalidade desconcertante como ser bem sucedido cortando os pulsos.
Nem me lembro qual assunto puxou outro, apenas me vi diante de um rosto impassível que ensinava que os cortes nos pulsos tinham que ser feitos de alto a baixo no antebraço - isso se realmente a alma atormentada em questao estivesse interessada em dar cabo à vida.
Se não estiver - e aí ela acrescentou um certo ar de desdém – se não estiver, é só cortar do modo convencional mesmo, na horizontal. É bem eficiente pra chamar a atenção.
Olhei ao redor. Engoli seco. Pedi desculpas, mas veja só, minha colega do Jardim II está logo ali!Você me dá licença?
E assim nunca mais a vi.
Quer dizer, viva, pelo menos.
Mas isso já é outra estória.
Agosto 8, 2008 às 5:11 pm
kkkkkkkkk
>=]
N.Lym, honrada em lhe conhecer Karamelo Sangrento. Prazer!